Liderar é reconhecer os próprios erros, compreender os da equipe, exigir e dar uma nova oportunidade. No cenário de crise, isso tudo é bem mais difícil e distante.
O equilíbrio, pilar. As empresas sempre procuraram um líder que soubesse decidir não apenas com a razão, mas também com a emoção que a situação exige. A experiência de vida do empresário uruguaio Nando Parrado, sobrevivente de uma tragédia que virou filme, traduz a união de uma equipe no momento de maior adversidade que eles já enfrentaram.
A superação de uma tragédia ocorrida há 33 anos fez do empresário Nando Parrado uma referência na vida e também no mundo corporativo. Ele é um dos sobreviventes do desastre aéreo que aconteceu na cordilheira dos Andes, em 1972, com um time universitário de hugby do Uruguai. Foram 72 dias e noites, onde 24 jovens estudantes superaram os limites da mente e do corpo ao enfrentar as piores adversidades que se pode imaginar, como o frio de 35 graus negativos, a altitude de 400 mil metros e até uma avalanche de neve, sem comida e sem mantimentos.
Parrado durante sua palestra sobre como o trabalho em equipe a determinação e, principalmente, a ação das lideranças foram fundamentais para a sobrevivência do grupo. Durante toda a palestra o empresário sugere que as pessoas imaginem que estão lá, nos Andes. Segundo o palestrante, só assim elas podem compreender o milagre que é ele estar vivo e como os sobreviventes conseguiram atingir a excelência no trabalho de equipe e na gestão de crises.