Delfim Neto

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Delfim Neto

Paulistano, formou-se em economia em 1952, obtendo o título de doutor em 1958, com uma tese sobre o café. Tornou-se professor da USP em 1962, contribuindo para estruturar o curso de economia.

A trajetória de Delfim é no mínimo curiosa. Foi o Ministro da Economia mais poderoso que o Brasil já teve e conseguiu um feito que ninguém repetiu: durante sete anos, conduziu o país com taxas de crescimento de 10,16%, na média, ao ano.

Delfim chegou ao governo com Costa e Silva, em 1967, e continuou na pasta no governo Médici, até março de 1974, período em que o país viveu o "milagre econômico". Voltou ao poder como Ministro da Agricultura de Figueiredo, em março de 1979, e deixou a pasta alguns meses depois, para assumir a Secretaria de Planejamento.

Em 1986, foi eleito Deputado Federal pelo Estado de São Paulo, sendo reeleito por mais cinco mandatos. Esteve durante 11 anos entre os 10 parlamentares mais influentes do país, segundo pesquisa realizada anualmente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Entre suas obras, destacam-se: “Alguns Aspectos da Inflação Brasileira” (1963), “Agricultura e Desenvolvimento” (1966), “Planejamento para o Desenvolvimento Econômico” (1966) e “Crônica do Debate Interditado” (1998).

As palestras de Delfim Netto abordam com propriedade temas como cenário nacional e internacional, economia agrícola, macroeconomia, tendências e perspectivas em economia e política.

Reverenciado pelos que o consideram um personagem incomum da política brasileira, de singular inteligência e perspicácia, ou olhado com certo desdém pelos que, na Academia, o vêem com excesso de pragmatismo e pouca ortodoxia, uma coisa é certa: Delfim é, hoje, ouvido pelo que diz de sério e por suas tiradas impagáveis.