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Tecnologias Sustentáveis





A palavra sustentável passou a ser muito utilizada como adjetivo em anúncios, propagandas e discursos. Mas o que torna uma tecnologia verdadeiramente sustentável? Tecnologia, vem grego technologia= tratado sobre uma arte. Pode ser definida como um conjunto de conhecimento e princípios científicos que se aplicam a uma determinada atividade.  É uma construção social, não é neutra, e está a serviço de um modelo de desenvolvimento. O modelo de desenvolvimento de nossa cultura, assim como as tecnologias que usamos parte de um conhecimento científico e tecnológico voltado para a extração máxima de benefícios da natureza. Tais tecnologias abriram os ciclos naturais produzindo bens materiais de tal forma que o planeta não tem como repor nem decompor na mesma velocidade em que são usados e jogados fora. São tecnologias  antropocêntricas: centrados  na espécie humana. Desconsideram  a capacidade de suporte dos ecossistemas assim como as necessidades de espécies não humanas e até de outros seres humanos. Para ser sustentável, uma tecnologia precisa trabalhar com a natureza, respeitando seus ciclos e preservando todas as formas de vida. Ao mesmo tempo, precisa buscar satisfazer as necessidades humanas de água, alimento, energia, moradia, vestuário, educação, saúde, cultura, lazer, crescimento espiritual e conforto dentro de uma abordagem econômica justa e inclusiva, uma cultura de paz e não violência. 

 Para compreender o significado do adjetivo sustentável penso ser fundamental compreender o que significa a palavra “Sustentabilidade”. O termo foi importado da Ecologia e significa a capacidade que um ecossistema natural tem de se manter ao longo do tempo. A sustentabilidade é uma propriedade emergente, isto é, que surge, emerge, a partir de complexas relações tecidas entre diversos seres vivos e desses para com o ar, solo, água e energia em um planeta de recursos finitos. Para você entender melhor o que é uma propriedade emergente, basta lembrar o que  acontece durante as reações químicas, por exemplo, quando átomos do gás oxigênio (O2) e átomos do gás hidrogênio (H2) reagem entre si formando a substância água (H2O), que é líquida à temperatura ambiente. Enquanto o gás hidrogênio é explosivo e o gás oxigênio possui a propriedade de alimentar uma chama, a água é capaz de apagar o fogo. Isso não acontece se apenas misturarmos os gases. É preciso haver uma determinada interação entre os átomos e esta só ocorre em certas condições. A natureza também tem suas regras. Ela segue os chamados princípios ecológicos que possibilitam a manutenção dos ecossistemas. Para que uma tecnologia seja sustentável, portanto, também tem que atender tais princípios os quais são  citados a seguir: 1.  Interdependência e Redes: todos os membros de um ecossistema estão interligados entre si. O que afeta uma de suas partes afeta direta ou indiretamente as demais; a vida acontece em redes.  2. Diversidade:  a variedade de organismos permite um  maior o número de relações entre eles e maior capacidade de suportar  perturbações; 3. Associação: os membros de um ecossistemas estão associados entre si, em relações equilibradas de competição e cooperação. 4. Flexibilidade: Os ecossistemas possuem mecanismos que permitem sua regeneração quando sofrem alguma perturbação. Esta capacidade de regeneração é flexível, porém limitada, a exemplo da  capacidade limitada dos rios em receber matéria orgânica dos esgotos; 5.  Ciclos ecológicos:  A natureza recicla a matéria através dos chamados ciclos biogeoquímicos, nos quais a matéria circula entre os seres vivos, solo, rochas, água e ar.  6. Fluxo de energia: A principal fonte de energia é o sol. Diferentemente da matéria, a energia não pode ser reciclada. Ela flui através dos diversos ecossistemas acompanhando os ciclos da matéria. Parte é utilizada para realizar os trabalhos de manutenção da vida e parte é perdida na forma de calor. 7. Coevolução: As espécies que compõe um ecossistema surgiram e passaram a viver conjuntamente, aprendendo umas com as outras em um contínuo processo de adaptação. Todas as espécies que habitam a terra evoluíram junto com o planeta. Um dos grandes problemas da produção de  organismos transgênicos consiste na criação de organismos  inventados em laboratório que não são “reconhecidos” por outras espécies, não possuem uma história evolutiva comum e portanto não fazem parte do contexto planetário. Sua interação com as demais espécies é desconhecida, assim com as conseqüências à longo prazo no metabolismo de quem delas se alimenta. Conclusão: o princípio da Sustentabilidade, portanto,  emerge da aplicação de todos os demais  princípios ecológicos pela natureza. Como química, não poderia deixar de ressaltar que existe também uma coevolução de substâncias químicas que compõe toda a matéria existente no mundo animal, vegetal e mineral.  Entender isso é fundamental para compreender porque na natureza não existe lixo. Os resíduos de uma espécie funcionam como matéria prima para outra espécie. As substâncias tóxicas presentes em um organismo são perfeitamente inofensivas para as espécies que se desenvolveram adaptadas a ele. Existem bilhões de seres decompositores que trabalham incessantemente para reciclar toda a matéria utilizada pelos seres vivos. Os materiais não biodegradáveis foram criados pela espécie humana para atender suas necessidades mas desconectados da natureza. Por isso não existem decompositores capazes de degradá-los. 

A mudança de paradigma no desenvolvimento e aplicação das tecnologias já está acontecendo à medida em que avançamos das soluções tecnológicas que enfocam o fim de tubo (resíduos gerados nos processos industriais ou a doença que se instala por falta de qualidade de vida) para as medidas preventivas, para o foco na manutenção da vida, da saúde.A natureza possui tecnologias muito sofisticadas. O ser humano possui a habilidade de ser criativo. Cabe a nós nos alfabetizarmos ecologicamente e inserirmos a ética do cuidado junto ao conhecimento científico para nos tornarmos Ecoplanejadores (Ecodesigners). Vejamos alguns  exemplos de tecnologias sustentáveis:

Na alimentação: Sistemas agroflorestais, produção orgânica e biodinâmica, jardins e espaços permaculturais, podem ser citadas como tecnologias sustentáveis de produção de alimentos. São formas de cultivo que buscam produzir alimentos respeitando não só a necessidade de animais e plantas, mas também as questões sociais. Os resultado são alimentos ricos em nutrientes que geram saúde para o solo, água, para os trabalhadores e para quem deles se alimenta. Alimentos saudáveis são o primeiro item de um verdadeiro plano de saúde.  Formar redes de consumidores e agricultores de maneira que os alimentos possam chegar às casas sem atravessadores constitui uma forma de facilitar o acesso a uma alimentação sadia, com preços acessíveis,  nos centros urbanos, como faz a Rede Terra Viva em Belo Horizonte. O desafio desta forma de produção de alimentos ainda é a produção em escala e da distribuição.

No aproveitamento de resíduos: A metodologia ZERI - Zero EmissionsResearch&Initiatives (ZERI) busca construir soluções para as atividades humanas envolvendo os reinos animal, vegetal, algas, bactérias e fungos de maneira que o resíduo de uma atividade seja matéria prima para outra. A Fundação Zeri conta com o  trabalho de uma  rede global que envolve cientistas, empresários, pesquisadores, empreendedores, técnicos de diferentes áreas que encaram os resíduos como recursos. Trabalham de forma compartilhada na busca de soluções. Um exemplo de iniciativa Zeri está em Santa Vitória do Palmar/RS, região de baixo índice de desenvolvimento humano. Lá, a palha de arroz que se acumulava como resíduos da lavoura passou a ser utilizada como substrato no cultivo de cogumelos comestíveis do tipo Pleurotus sp. Os resíduos do cultivo de cogumelo vão para a criação de porcos e o desses vai para o biodigestor. O gás ali produzido é usado na esterilização da própria palha de arroz para a criação de cogumelos enquanto os resíduos são usados como fertilizantes e em tanques de piscicultura. Na Colômbia existem iniciativas semelhantes, porém usando o resíduo gerado nos cafezais para o cultivo do cogumelo Shitake.

Na medicina: A homeopatia, além de usar pouquíssimo princípio ativo como matéria prima, não deixa resíduos na corrente sanguínea de quem usa, não contamina água e solo durante a sua produção, possui baixo consumo energético na sua produção, não deixa resíduos na urina e, consequentemente nos esgotos  e não tem efeitos colaterais desde que bem administrados. Quem faz uso desse tipo de tratamento preserva o seu direito de doar sangue. Atletas e animais que participam de competições esportivas não têm problemas com exames antidopping. O medicamento homeopático utiliza-se de soluções ultradiluídas cuja ação nos organismo não pode ser explicada pelo conhecimento químico no qual se baseia a ciência farmacêutica e a medicina convencional. Sua eficácia, no entanto, pode ser  sentida tanto pelas pessoas quanto por animais e plantas das fazendas de cultivo de orgânicos e até  por criadores de  cavalos de corrida tratados pela medicina veterinária homeopática, dentre outros. O uso de medicinas tradicionais como a Medicina Chinesa, Ayurveda (medicina indiana) que surgiram há mais de 3.000 anos A. C. e a fitoterapia também são formas de prevenção, manutenção e recuperação da saúde de baixo impacto ambiental. Outro aspecto importante desses tipos de tratamento é a manutenção do conhecimento tradicional, terem baixo custo e serem acessíveis à população de baixa renda. 

Na construção civil: Projetos com baixo consumo de energia, que garantam a saúde e bem estar dos usuários, levando em consideração o conforto acústico, climático, ergonômico e de iluminação, cores adequadas e necessitem de pouca manutenção, são considerados mais sustentáveis e devem ser aplicados sistematicamente nos ambientes construídos. 

Bioconstruções: Construções de ferrocimento, superadobe, adobe, taipa, bambu e cob são formas de construir que usam principalmente materiais naturais como matéria prima. Existe ainda a técnica de Calfitice (mistura de cal, fibras, terra e cimento), proveniente da Colômbia, que proporciona a construção de espaços belos e agradáveis, de pouco impacto ambiental. Existe um preconceito em relação à construções de terra no Brasil, pois em nossa memória estão as casas rudimentares  de pau a pique, ou mesmo a estória dos Três Porquinhos. Nessa estória, somente a casa do porquinho Prático, feita de alvenaria, ficou de pé. Mas isso pode certamente não teria acontecido se os outros porquinhos tivessem feito um bom curso de Bioconstrução.  

Os trabalhos dos institutos de Permacultura no Brasil, os eventos de Bioconstrução e os trabalhos de arquitetos como dos colombianos Luis Carlos Rios  e Simon Vélez vem demonstrando que tecnologias antigas de construção,  beleza, conforto, funcionalidade, bom gosto  e conhecimento de ponta podem perfeitamente andarem juntos.  Não precisamos voltar à idade das cavernas, como alguns defensores do estilo de vida atual gostam de dizer. Precisamos apenas de manter a mente aberta para aprender e fazer bons projetos.

 






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