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Onde começa a bagunça ? Artigo de autoria do jornalista Alexandre Garcia


Alexandre Garcia
O jornalista Alexandre Garcia obteve o primeiro lugar no vestibular e em todo o curso de Comunicação Social, na PUC/RS, onde depois lecionou. Foi correspondente no exterior pelo Jornal do Brasil e depois subsecretário de imprensa da Presidência da República, no governo Figueiredo, por 18 meses. Foi diretor da TV Manchete e diretor de jornalismo da TV Globo em Brasília. Cobriu três guerras (Angola, Líbano e Malvinas) e recebeu da Rainha Elisabeth II a Ordem do Império Britânico. Agraciado com 14 condecorações nacionais. Recebeu o Prêmio Volvo de Segurança de Trânsito. Escolhido, pelo voto secreto dos estudantes de Brasília, como Personalidade do Ano de 1996. Em 1997, o Poder Legislativo outorgou-lhe o título de Cidadão de Brasília. Autor de João Presidente e Nos Bastidores da Notícia, que vendeu mais de 60 mil exemplares e está na 11ª edição. Repórter especial, comentarista e apresentador no Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Globo Repórter e tem programa semanal na Globo News. Apresenta e coordena o noticiário do meio-dia da TV Globo Brasília. Escreve para duas revistas mensais e mantém coluna semanal em 43 jornais. Faz comentários diários para 115 emissoras de rádio. Professor universitário, Alexandre Garcia é bastante requisitado para palestras por todo o Brasil, onde desenvolve com clareza, precisão e proficiência uma análise do mundo da política, da sociedade contemporânea e dos meios de comunicação.



Quem procurar a definição de país, ou estado soberano, vai acabar encontrando, como menor denominador comum que um estado ou país é a nação organizada. É o Brasil uma nação organizada? Deixo a pergunta no ar. Se formos pesquisar um a um os ingredientes que se organizam, numa nação, para constituir um país, concluiremos que a maioria desses componentes está bagunçado. A educação, os transportes, a saúde, a segurança e a justiça, as instituições políticas, isso tudo está bagunçado. Seríamos, pois, uma nação bagunçada, sem características de país a ser levado a sério, com cidadãos descomprometidos com as leis e o estado descomprometido com seus cidadãos? E onde começa essa desorganização, que a gente não vê em sul-americanos como Chile e Uruguai?

Se tomarmos os últimos índices de desenvolvimento do ensino básico(IDEB), vamos ver que os alunos , em geral, estão reprovados em Português e Matemática: não conseguem chegar à metade da pontuação. Com raras exceções. Entre elas as escolas militares de Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Santa Maria, Campo Grande, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Salvador, Manaus, Brasília. Na fórmula dos bons resultados, a disciplina - comum em todas elas. Acabo de conversar com o diretor da escola Pedro II, em Brasília, que é dos bombeiros, e vem logo depois da escola militar. Ele me conta que aluno cabeludo, por exemplo, não entra. E professora não é "tia". Os pais não se conformam com a ordem e tiram o filho, contou ele.

Em imagens do JN no Ar, em escola de Alagoas - estado que gerou as piores notas do IDEB - vejo aluno de bonezinho dentro da aula; a câmera dá um close na mão que escreve, de uma menina de 10 anos, e as unhas estão pintadas de um vermelho-negro. Aí percebo a diferença entre uma escola com disciplina e outra onde vale-tudo. As do vale-tudo tentam atrair alunos com que as professoras chamam de lúdico: capoeira, funk, shows. São raríssimos os casos de concursos de matemática, português, poesia, redação, leitura, e muito menos visitas a lugares interessantes. No meu grupo escolar, em cidade que não tinha museus, nós visitávamos a fábrica de relógios, um moinho, uma atafona, uma olaria e até um alambique, para saber como funcionam. Tínhamos biblioteca e o jornalzinho da escola(de que eu era diretor-editor). São fatos da primeira metade dos anos 50, do século passado.

Mas não é na escola que começa, e sim em casa. São os pais que ensinam as primeiras noções de higiene, de honestidade, de postura, de respeito às leis e ao próximo, de civilidade, de amor ao livro. Hoje se transfere tudo isso para a escola e os pais lavam as mãos. Sem a formação vinda de casa, os professores lidam com crianças que as ameaçam ou os mestres são ameaçados pelos pais de maus alunos. E o aluno bagunceiro, que no futuro vai bagunçar ainda mais o país bagunçado, é considerado apenas uma vítima do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade(TDAH), como lembra a Veja desta semana. Que futuro estaria reservado para este país chamado






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