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Para atuar com efetividade


Homero Reis
Master Coach; Consultor; Mestre em Educação; Coach Ontológico Empresarial pela Newfield Consulting – Venezuela e Instituto Tecnológico de Estudos Superiores de Monterrey - México; Coaching Executivo Internacional pela SLAC; Psicanalista Clínico – SPOB; Pós Graduado em Recursos Humanos; Especialista em Inteligência Relacional; Bacharel em Administração de Empresas, Administração Pública; Membro da International Coaching Federation; Professor Universitário e de Pós Graduação na área de Administração, Gestão de Pessoas e Coaching; Palestrante. Autor de diversos livros nas áreas de Recursos Humanos, Inteligência Relacional e Coaching. Como palestrante e facilitador tem percorrido o Brasil, desde 1977 atendendo a inúmeros clientes, alcançando cerca de mais de 500.000 pessoas; Em eventos nacionais e internacionais tem participado de conferencias para públicos com mais de 2.000 pessoas; É colunista do Jornal O Estado de São Paulo, Diário Catarinense, Estado de Minas, Revista N Respostas, Revista Tendências e Negócios, Portal Admite-se, entre outros.



Muitas das conversas que tenho tido com alunos, amigos, clientes e colegas profissionais versam sobre uma preocupação comum: como ter certeza de que estamos agindo certo. Uma resposta correta e definitiva para essa questão certamente está entre as mais cobiçadas pela humanidade. Acho, inclusive que quem a tem, se é que a tem, certamente não a entregará sem custo. Isso porque ter a certeza de que se está fazendo a coisa certa resolveria a maior parte dos dramas humanos. O que ocorre de fato é que vivemos na busca da certeza de acertar e colher os resultados disso. Como nada nos garante as “certezas”, agimos guiados por crenças, valores e princípios. Pois bem, tendo isso em mente, comecei a sistematizar algumas conversas com pessoas que me servem de exemplo e modelo, para descobrir se elas tinham alguma coisa em comum sobre o tema. O resultado dessas conversas tem sido muito interessante e esclarecedor sobre algumas dessas crenças, valores e princípios que lhes são comuns. Dada a diversidade das pessoas “bem sucedidas” e suas peculiaridades, percebo que todas têm uma bússola apontada para o mesmo rumo.

Primeiramente, elas creem que as coisas que lhes acontecem têm uma razão e uma finalidade; ou seja, nada ocorre por acaso. Perceber a correlação entre os diversos fenômenos que se nos acometem e descobrir o que querem revelar sobre nós e onde querem nos levar, faz os caminhos serem mais tranquilos e proveitosos. Um tropeço na calçada, um escorregão na rua, uma discussão com o chefe, um desentendimento com um colega, um contrato perdido são “acontecências” que em si mesmas não querem dizer nada, mas ao observador atento, podem revelar o que lhe falta para ser mais efetivo. Algumas perguntas ancoram tudo isso: Por que tal coisa aconteceu? O que poderia ter sido feito que não se fez? O que poderia ter-se deixado de fazer? Entender isso nos abre uma enorme possibilidade para a aprendizagem continuada. Crer que as coisas acontecem por uma razão nos remete a algo maior que nós mesmos. Faz-nos perceber a existência de um sentido nas coisas que transcendem nossa percepção e nos conecta com uma rede de relacionamentos global. Podemos ver isso em todas as pessoas que se superaram depois de uma tragédia; em organizações que se tornaram referência, após perderem grandes contratos tidos por certo. Crenças limitantes produzem ações limitadas. Reclamar de uma tragédia, frustrar-se com um resultado, culpar a outros ou transferir responsabilidades pode até aliviar um pouco a tensão, mas é a atitude de superação, presente no entendimento de que tudo o que ocorre revela uma mecânica que pode ser melhorada, uma competência a ser aprendida, uma habilidade nova, é que faz a diferença.

Segundo, elas creem que fracassos não existem. Tudo que fazemos, consciente ou inconscientemente, geram resultados. O modo como interpreto um resultado é que me mobiliza para a ação. Entender isso nos tira do plano da queixa e nos coloca na perspectiva da proatividade. Se me deparo com algo que não valido, isso é resultado de alguma coisa anterior. Entendê-la e corrigi-la é uma atitude que mudará futuros resultados. No ditado popular, “chorar sobre o leite derramada” é infrutífero. Verdade. Derramado o leite, deve-se entender o que gerou tal ocorrência para ganhar competência visando evitar tal fato no futuro. É doentio querer que resultados diferentes ocorram, sem fatos novos. O que temos obtido é fruto do que fizemos e gerar fatos novos nos proporciona colher resultados novos. Do ponto de vista dos nossos modelos mentais, há um princípio que diz que nosso mundo externo é uma projeção das representações mentais que fizemos deve previamente. De modo prático a coisa funciona assim: primeiramente imaginamos algum resultado e, em função disso, agimos. Ora, se meu modelo mental constrói resultados limitados e restritos, provavelmente minhas ações me levarão a colher isso. Quando Mark Twian afirmou que “não há visão mais triste que um jovem pessimista” estava abrindo uma possibilidade enorme de pesquisa sobre a relação que existe entre o pensar e o resultado da ação. Anos depois, Schultzer Del Nero, publicou um livro “O Sítio da Mente” onde demonstra a relação direta entre os resultados que se obtém e o modelo mental. Pessoas, empresas, organizações são o que acreditam ser e seus resultados confirmam isso. Por isso alguém disse que “somos do tamanho do nosso pensar”. Veja o seguinte caso: imagine um homem com um pouco mais que trinta anos, sem emprego, que vive da ajuda de uns poucos amigos, que não tem residência fixa. É tido por muitos como um louco, por outros como um reacionário. O que dizer? Os resultados de sua vida até então, não são tão expressivos assim. Pois bem, esse homem foi Jesus.

Terceiro, elas assumem a responsabilidade pelas coisas que falam e fazem, e pelas consequências disso. Na história das lideranças, as pessoas que se tornaram referencia em seus respectivos campos de atuação, foram pessoas que assumiram a responsabilidade direta pelo que pensaram e fizeram.  Gente que assumiu sua relação com a vida e que não terceirizou responsabilidades. São pessoas que correram riscos e responderam pelos resultados, tanto para o erro como para a  possibilidade de vitória. No exemplo de pessoas bem sucedidas é comum escutar a frase “eu sou responsável por isso”. Assumir responsabilidade é uma das melhores medidas do poder e maturidade de uma pessoa. A responsabilidade é o que nos torna pilotos e protagonistas de nossa vida pessoal e relacional. Quando não a assumimos, nos tornamos expectadores e coadjuvantes das coisas e circunstâncias, isso porque a responsabilidade cria em nós uma emocionalidade proativa e um poder de atração que faz com que sejamos vistos e destacados. É essa a referência fundamental para se tornar um líder. Veja, por exemplo, os casos de Tiradentes, Lampião, Vargas e tantos outros que se tornaram ícones de nossa identidade nacional; Mandela, Ghandi, Willian Wallace, no panorama mundial. Todos foram personagens com um profundo senso de responsabilidade consigo mesmos e com a comunidade. Do ponto de vista técnico, a responsabilidade é um dos elementos constitutivos da confiança, juntamente com a sinceridade e a competência. Portanto, ser responsável é inspirar e manter uma relação de confiança com os demais. Sendo responsável você mantém o poder de mudar resultados pela mudança de conduta.

Quarto, elas entendem que não é necessário entender tudo para usar tudo. Muito provavelmente você não sabe como funciona a ignição eletrônica do seu carro, não tem ideia de como opera o processador de seu laptop, desconhece os procedimentos de controle do seu cartão de crédito, mas você utiliza tudo isso. Na verdade muitas das coisas que usamos são funcionais e não as entendemos, embora nos sejam úteis. Isso nos leva a outro nível de relacionamento com elas – o equilíbrio dinâmico entre uso e conhecimento. Usar não significa necessariamente conhecer. Estamos aptos em usar e usamos as coisas que nos são disponíveis. Psiquiatras, neurologistas, psicólogos, psicanalistas, etc, conhecem mais da mente humana que a maioria das pessoas, no entanto não são os melhores em termos de saúde mental ou emocional.  O mundo nos oferece todas as coisas necessárias para fazermos o que precisamos. Conhecê-las todas é uma tarefa impossível para qualquer ser humano. Nossa capacidade cognitiva é profundamente limitada pela nossa condição humana. É isso que nos constitui como seres que atuam em co-dependência e reciprocidade. Quando tomo consciência desse princípio, descubro redes de ajuda, competências em outros e níveis de resultados mais efetivos.

Quinto, elas entendem que as pessoas são a mais efetiva rede de ajuda que se pode ter. Tonny Robbins escreveu: “indivíduos de excelência, pessoas que conseguem resultados notáveis, quase que universalmente tem um tremendo senso de respeito e apreciação pelas pessoas. Têm senso de equipe, de interesse comum e unidade”. Nossa vida é caracterizada pelas relações que mantemos. Lembro-me de um episódio ocorrido quando tinha doze anos: uma professora entrou em sala e nos disse que precisávamos estar atentos aos nossos colegas. Daquela sala sairiam as pessoas que, nos próximos quinze anos, iriam dirigir o estado, ser grandes executivos, profissionais de referência e constituiriam empresas. Na ocasião, talvez por imaturidade e juventude, ninguém lhe deu muito crédito e isso nos passou despercebido. Qual não foi minha surpresa quando, no início de minha vida profissional deparei-me com antigos colegas, agora políticos, empresários, executivos e profissionais de referência. Eles foram o primeiro ponto de apoio que tive na construção de minha vida profissional. A ajuda fornecida pela rede relacional supre nossa dificuldade de ter todas as competências necessárias para cuidar da vida. Reconhecer o papel das pessoas que nos cercam e da manutenção de relações efetivas é um princípio de efetividade. Nenhuma pessoa, por mais competente e brilhante que seja, consegue sozinha igualar-se aos talentos que atuam em equipe. Enganam-se aqueles que se julgam que capazes de caminhar sozinhos. É na parceria que construímos a vida, é na diversidade que aprendemos a superação.

Sexto, elas sabem que trabalho tem que ser prazer. Eu não conheço ninguém de sucesso que construiu sua vida fazendo o que odeia. É frustrante acordar todos os dias e saber que vai viver aquele dia sonhando com um feriado, com as férias e com o fim de semana. Há um ditado árabe que afirma não haver cansaço em dia de vitória. Nosso desafio então é atuar naquilo que dos dá prazer ou, se isso não nos é tão claro, aprender a ter prazer naquilo que se faz. Isso é um desafio de desenvolvimento e aprendizagem. Mas, cuidado! Não entenda esse princípio como um estímulo para viciar-se no trabalho. Estabelecer uma relação dinâmica entre área de atuação e prazer é possível se se mantém a mente aberta para possibilidades. Mas, o que normalmente acontece é que perdemos o senso da inovação e da criatividade e, com isso, deixamos de nos encantar com as surpresas e curiosidades que a vida nos oferece.

Por fim, elas sabem que não há sucesso permanente sem confiança. Confiar em si, nos objetivos propostos, nos parceiros de caminho, naqueles que elegemos como nossos guias e mestres, nos torna coerente em nossas atitudes e isso faz diferença. Além do mais, confiar significa também submeter-nos ao que outros nos dizem e que não conseguimos ver. Isso não é uma coisa trivial. Precisamos confiar para aceitar o que aquela pessoa, em que confiamos, está nos dizendo. Às vezes é algo difícil de ser digerido, mas é algo que precisamos escutar; e, só alguém em quem confiamos, tem autoridade para nos tirar de nossa região de conforto. Mas, muitas vezes ocorre o seguinte: declaramos confiar, desde que a pessoa não nos faça nada que não gostemos. Certa vez, um cliente convidou um grupo de pessoas em que “ele confiava”, para avaliar sua empresa em termos de atendimento e serviços. Marcada a reunião, todos os que compareceram deram suas opiniões mostrando as deficiências que eles, na qualidade de fornecedores, clientes e colaboradores, percebiam. Meu cliente ficou irritadíssimo com a atitude dos seus convidados. Em nossa conversa, lhe perguntei se aquelas pessoas eram realmente de sua confiança. Ele disse-me que sim. Você acha que essas pessoas que lhe são amigas e em quem você confia estão lhe dizendo tais coisas porque querem lhe prejudicar? Perguntei. Não, foi a resposta. Então, a questão está na capacidade que você tem de abrir-se para ver outras perspectivas. Isso não nos é fácil. Fazê-lo só se torna possível quando confiamos de fato nas pessoas que escolhemos para nos servirem de avaliadores. Colher esses resultados da confiança nos abre muitas possibilidades, reagirmos a elas revela nossa dificuldade de confiar e de aceitar que não somos uma unanimidade.

Reflitam em paz!

Homero Reis






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