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A difícil tarefa de convocar uma equipe para um “Projeto Impossível”


por: Marcelo Leite

Em meados de 2010 eu estava decidido a colocar em prática um grande sonho pessoal: dar a volta ao mundo em uma moto pelos os 5 continentes através dos caminhos mais inusitados. Com cabeça de engenheiro e viciado em conduzir “projetos encrencas” eu sabia que para transformar meu sonho em realidade precisava antes de mais nada, avaliar sua viabilidade e em caso positivo, estruturar formalmente um Projeto. E foi isso que fiz. Mas logo no inicio desse processo houve um episódio que quero aqui dividir com vocês.

Esse sonho era meu e preferi estudar sua viabilidade sozinho. Só quando tive a certeza que poderia ir em frente, fui “convocar” a Beth, minha companheira, a embarcar nessa empreitada. A participação dela no Projeto seria determinante e eu sabia que minha missão de convencê-la não seria nada fácil. Ninguém antes tinha feito algo similar e os riscos eram enormes.

Me enchi de coragem, pedi uma conversa e comecei rodeando, explicando e finalmente mostrando o que tinha concluído com relação à viabilidade do Projeto. Eu falava e ela ficava em silêncio. Depois de quase uma hora, eu já estava achando que minha missão iria fracassar até ela me interromper e perguntar “Em que dia sairemos?” Com cara de espanto eu perguntei “Como assim?”. Ela certeira, me colocou “Eu confio em você, o seu estudo parece consistente e seu sonho agora é nosso!” Dali em diante era arregaçar as mangas para finalizarmos a fase de planejamento e depois sair para abraçar o mundo.

Inicialmente eu fiquei assustado da maneira fácil como ela aderiu ao então “meu” Projeto, mas pensando bem, eu tinha uma causa muito forte (um sonho gigante e contagiante); meu estudo era fruto de mais de seis meses de trabalho duro e gerou confiança; não era o primeiro “projeto encrenca” que ela me via abraçar e claro, ela me viu pessoalmente mergulhado de cabeça nessa empreitada.

Como disse, eu adoro “projetos encrencas”. Não faz muito tempo, eu assumi um grande projeto de TI que estava com atraso de dois anos e com nenhuma credibilidade na organização. Precisava então conseguir os melhores profissionais para montar uma equipe ao estilo “missão impossível”. Tinha que buscar gente interna e no mercado, quase sempre muito bem posicionados.

Então como fazer? Eu aprendi que a receita que costuma dar certo é quase sempre a mesma:

• Uma causa forte e quase infalível para quem gosta de desafios: deixar sua marca e fazer parte do time que resolve o que parece impossível;
• Um plano de projeto consistente e realista;
• Obter pessoalmente a confiança de cada um dos que formarão a equipe;
• Mergulhar de cabeça e não deixar nenhuma duvida quanto ao meu próprio comprometimento pessoal.

A Beth pode hoje se orgulhar de ser a única mulher brasileira a ter rodado de moto pelos 5 continentes, porque ela acreditou na “convocação” para o Projeto que parecia impossível.

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